Randonnée en Montagne

Randonnée en Montagne

8-2-2017 Dia4 Hofn - Glacial Lagoon - Costa Este - Lago Myvatn - Namafjall, Islandia

Dia 4

Um boletim informava que iam haver ventos de 200km/h na costa oeste da ilha, ora nós já estávamos na costa leste, não deveria haver problema, pensávamos nós..

Fizemos o pequeno almoço na guesthouse e voltámos para Oeste uns 80km para visitar a glacial lagoon, primeiro fomos à praia de areia negra onde estão alguns blocos de gelo espalhados, já na lagoa é possível ver uns 5 ou 6 de dimensões bem maiores espalhados pela lagoa, o tempo estava nublado com períodos de chuva fraca, mas a verdadeira atracção foram as curiosas das focas, afastámo-nos da multidão e caminhámos na direcção do glaciar uma hora, foi giro ver um grupo de focas seguir-nos, nunca se aproximavam menos de uns 10m da costa, ficámos por ali umas horas e retomámos o caminho rumo a este da ilha, passamos novamente em Hofn e rumamos a norte, entrando numa das zonas mais selvagens da ilha, a paisagem muda novamente e começamos a ver algum granito, pouco depois vimos alguns grupos de renas, tudo estava a correr lindamente quando o carro começou novamente a balançar, a Tixa fez um update no site safetravel e eis que lá estava o que não queríamos ler, a tempestade estava precisamente na costa leste e ia ficar pior, e nós tão longe ainda do sítio onde queríamos ficar, a dado ponto a n1 passa de alcatrão a estrada de gravilha e aí o carro voltou a balançar à bruta, para piorar, a estrada enfiava-se para o interior de um vale e lá ao fundo via-se o colo onde tínhamos de passar, mesmo ao lado desse colo tinha uma cascata onde a água não descia mas subia, entrámos em "modo de sobrevivência", ainda era de dia, não sei se isso era melhor ou não, lá fomos indo e a subida para o colo foi realmente assustadora, passado este colo pensávamos que a coisa ia melhorar, estávamos uma vez mais enganados, há horas que não passávamos por um carro, o vento continuou, uns 45 minutos depois ao chegar a Egilsstaoir finalmente já nos sentimos mais seguros, mas unicamente porque vimos civilização porque o vento não abrandou, aproveitei para atestar o carro e perguntei como era a estrada rumo ao lago Myvatn, "a estrada não tem problema nenhum, já a fiz umas poucas vezes", respondeu a jovem mesmo eu frisando o que tinha passado até ali e o tipo de carro que tinha. Perguntei também se havia algum alojamento pelo caminho até ao lago, "ah sim, passa por algumas localidades", posto isto e como tínhamos tempo continuámos a estrada, uns 50km depois vimos uma placa a indicar correntes para o carro, estranhámos...a estrada sobe a montanha e passados uns 20 minutos tivemos um episódio de aquaplanagem, felizmente o carro continuou na estrada mas regressámos ao modo de sobrevivência, nevava e havia muita neve projectada para a estrada com o vento que se mantinha forte,quando verificámos o gps vimos que estávamos precisamente a meio de 2 povoações, estávamos a 80km de cada uma, voltar para trás era a mesma coisa que continuar. Tal não foi o susto que avisámos a família onde estávamos e para onde íamos. Felizmente o vento acalmou um pouco e passou de constante a rajadas, uma hora depois passamos num enorme plateau, antes de descer para o lago Myvatn vimos um enorme clarão do lado direito da estrada, como era a primeira vez que passávamos ali ficámos a pensar que podia ser um vulcão em erupção mas tínhamos quase a certeza que tal não existia na Islândia. Continuámos na direcção do lago com a pulga atrás da orelha, tratámos de arranjar uma guesthouse logo na primeira localidade, às 20h45m, agora topem isto! Assim que chegámos à guesthouse  Elda espalhámos o pânico!? Está um vulcão em erupção ali em cima!! O que é que há lá em cima? Perguntávamos nós, ao que a jovem nos respondeu NADA!!!certifiquei-me que ela percebesse o sítio que estava a falar e ela continuou a dizer NADA!! Ok, passasse seguramente algo, regressei imediatamente ao local que ficava ali a uns 15 minutos de carro e qual foi o meu espanto que ao chegar lá deparo-me com uma central geotérmica, simplesmente não queria acreditar que ninguém sabia que havia uma central geotérmica ali mesmo ao lado mas atenção, não acaba aqui! No dia a seguir pergunto onde havia um posto de turismo na área, ao qual me respondem, "tem aqui já um a 200m", lá vamos nós todos contentes e lá chegados o posto de turismo está fechado durante o inverno, ou seja, aquelas aves raras não sabiam que o posto de turismo mesmo ali ao lado estava fechado há meses, impressionante!
Depois do episódio do vulcão que afinal era a central geotérmica, consultámos o site da actividade da aurora e tudo apontava que iria ser nesta noite que iríamos poder assistir à dança da aurora, subimos até à zona do plateau e estacionámos no parque de estacionamento das fumarolas, o céu estava parcialmente nublado e passou a limpo, o nível de actividade estava 3, tudo se conjugava, porém após 4 horas ao frio a fazer exposições manuais e timelapses nem sinais da aurora boreal, mudámos de sítio e esperámos mais uma meia hora, mas aí o céu estava completamente coberto, à uma da manhã regressámos tristes à guesthouse porque sabíamos que esta ia ser provavelmente a melhor noite nesta semana, uma vez mais estávamos enganados.
Registos do dia
alertas....









Glacial Lagoon
















renas


colunas de basalto




exposições manuais perto do lago myvatn









7-2-2017 Dia3 Hvolsvollur - Skogarfoss - Solheimajokull glacier- Vik - Fjaorargljufur - Dyrholaey - Hofn, Iceland

Dia 3

Vento e mais vento, cascatas e glaciares

Fizemos o pequeno almoço e partimos para leste rumo a Vik, o vento mantinha-se forte e chovia, nada convidativo para sair e as previsões continuavam "catastróficas", sempre rumo a leste visitámos outra enorme cascata, Skogarfoss, fizemos uma curta caminhada até ao glaciar Solheimajokull, prosseguimos para leste, antes de passar em Vik visitámos um outro ponto de atracção, Dryholaey, onde pudemos constatar a brutidade do mar, pouco depois passávamos em Vik e ainda podíamos continuar a avançar para leste, a paisagem muda completamente, a seguir atravessamos um enorme campo de lava de 32km quadrados, onde visitámos uma zona com belos tufos de musgo. Passada esta área fazemos novo desvio da n1 para visitar um belíssimo canyon de 2km de extensão, Fjaorargljufur, extremamente belo. Visitada esta bela atracção ao cair do dia continuámos para leste, queríamos dormir perto de uma cascata rodeada de colunas de basalto, parámos no único hotel lá perto, pediram-nos 170€ num hotel que não tinha grande aspecto, uns valentes kms depois parámos noutro perto de outra atracção, a lagoa dos glaciares, esse hotel sim tinha aspecto mas eram 220€, só para dormir era muito, uns 100km depois lá chegámos a Hofn às 20h55m, mesmo a tempo de arranjar uma simpática guesthouse, jantámos enquanto estivemos no paleio com a dona da guesthouse, uma russa muito simpática. À meia-noite saímos para procurar a aurora, mais 2 horas ao frio sem sinais de verde, uma vez mais o céu estava nublado. Deitámo-nos às 3 e às 8 estávamos de pé.
Alguns registos


Skogarfoss

Solheimajokull

Fjaorargljufur

Skogarfoss







Solheimajokull


























Dryholaey






























Fjaorargljufur